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Soldado de Laranja

Sinceramente não sabia que o grande Paul Verhoeven, antes de se aventurar a fazer filmes nos EUA, tinha feito em sua terra natal um “drama de guerra” estrelado pelo Rutger Hauer. Como deixar de conferir então esse “Soldado de Laranja” (Soldaat van Oranje, HOL/BEL, 1977)? Ainda que não me sinta atraído por semelhantes contextos. Sempre vi com desconfiança fillmes de guerra. A guerra, sabemos, é um acontecimento de desdobramentos muito vastos, variados e inapreensíveis. Portanto, sempre se fica com a sensação de que algo ficou vago, incompleto. Só um recorte muito bem feito e específico, dentro desse contexto, pode resultar numa coisa que preste.

Nossos heróis antes da Guerra: almofadinhas fora da realidade.

Foi o que conseguiu o sábio Verhoeven aqui. Focalizou suas lentes sobre a história de seis amigos universitários que, com a eclosão da Segunda Guerra e a invasão da Holanda pelos nazistas, têm seus destinos profundamente transformados. Alguns deles entram para a Resistência, atuando clandestinamente em aliança com os ingleses. É a partir de onde o filme se revela uma aventura extraordinária e imprevisível, já que cidadãos comuns se vêem de um momento para o outro tranformados em legítimos espiões. Claro que essa mudança é gradativa e cheia de nuances. Mas é impressionante como um filme de drama aparentemente comum vai sendo tranformado num eletrizante filme de espionagem e suas naturais e imagináveis consequências: prisões, traições, torturas físicas e psicológicas, assassinatos. O extraodrinário se infiltrando com a maior naturalidade no cotidiano até então prosaico e normal de pessoas comuns. Assim pode ser resumido o tema desse grandioso filme. Um filme que de tão variadas e múltiplas locações e cenários seduz pela sua exuberância, sua riqueza de detalhes, sua minuciosidade.

Em meio ao conflito a "Resistência" também merece um refresco.

De repente nos damos conta que estamos diante na verdade de um sensacional filme de Aventura, com viés realista, temperada com o habitual e sutil, quase imperceptível, humor negro e senso crítico do cineasta. Deixa fácil “Bastardos Inglórios” no chinelo.

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Categorias:Uncategorized
  1. 03/03/2010 às 18:26

    Ainda não vi esse, mas sou fan do Verhoeven. O Quarto Homem e Conquista Sangrenta são de arrepiar!

  2. 04/03/2010 às 01:15

    Estou com ele aqui em casa!!!!!

    • Ronnie
      04/03/2010 às 11:08

      Hehe, então veja logo, amigo!

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