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Prelúdio Para Matar

Há que ser ter uma enorme condescendência com os Giallos. Um gênero que, embora inegavelmente criativo e que ajudou a renovar esse tipo de cinema, influenciando a criação de vários e célebres personagens do horror moderno, é bastante restrito e limitado quanto à fórmulas, vamos dizer assim. E sempre será imaturo ou exagerado quanto à criação de núcleos dramáticos. Uns adoram; outros detestam. Talvez eu fique no meio termo. Em relação a esse “Prelúdio para Matar” (Profondo Rosso, ITA, 1975), por exemplo, espécie de síntese máxima dos elementos que caracterizam o estilo, a condescendência, ao contrário do que se poderia supor, tem que ser ainda maior.

Pois na história do músico que, da rua, testemunha um assassinato ocorrido num apartamento defronte e se alia a uma jornalista, para investigar o culpado, é inegável a sensação de tédio que predomina até quase a metade do filme no decurso da “investigação” empreendidaa por eles. Sem contar que o romance deles não convence nem a eles próprios, quem dirá ao espectador. Esse tédio é representado pela completa ausência de um elemento dramático mínimo que seja, uma tensão verdadeira qualquer, um conflito, enquanto não somos brindados com mais uma cena de assassinato.

O primeiro assassinato. Cena antológica que desencadeia a trama.

Assassinatos que são, evidentemente, a razão de ser do filme. E, justiça seja feita, são muito bem concebidas. Há vigor criativo e certa tensão nessas cenas. Antológica a cena da médium sendo golpeada por tras dos vidros da janela fechada enquanto tenta pedir socorro ao músico na rua. E também a sequência inteira do assassinato da escritora em sua casa de campo. Sem dúvida a melhor do filme. Ali se sente o desamparo da vítima, a solidão, o medo. Puro terror.

Na casa de campo, a sequência mais arrepiante. Vale pelo filme todo.

Porém entre um assassinato e outro, o filme varia entre o prolixo e vazio. Sensação multiplicada pela desmedida utilização de tomadas longas e planos fixos. Realmente não combina com esse tipo de filme, a não ser que o roteiro fosse relamente impecável e as atuações brilhantes. Confesso que tive que lutar contra o sono.

E a música? Convenhamos, estragou completamente o que seria a ótima sequência da investigação na mansão. Matou o clima e a atmosfera. Ainda que toda a sequência, como muitas nesse filme, tenha sido esticada além do aceitável, poderia-se ter um melhor resultado com uma trilha adequada. As vezes o feijão com arroz cai melhor que qualquer outro prato.

A cara de paisagem do ator David Hemmings não ajudou muito não.

“Profondo Rosso” envelheceu mal? Pra que um filme de 130 minutos quando se tinha material para no máximo 90? Esse é, de fato, como apregoam os admiradores de Argento, o melhor filme dele? Tenho cá minhas suspeitas (embora não tenha visto nada dele além desse) de que ele tenha feito coisa melhor. Embora, da “Santa Trindade” do cinema de Horror Italiano, ele evidentemente seja inferior ao Bava e ao Fulci. Ou alguém duvida disso?

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  1. 05/03/2010 às 12:41

    Discordo 100% dessa vez. Pra mim trata-se de um filme perfeito, uma obra-prima absoluta, e a trilha do Goblin é uma das melhores da história. Não consigo ver nada de tedioso no filme, o que eu vejo é cinema puro e da melhor qualidade a cada frame.

  2. 05/03/2010 às 12:43

    Ih, Fidani, este aqui eu discordo totalmente. Primeiro, não acho que o giallo seja um subgênero tão restrito assim, embora seus elementos pareçam ser limitados, existem cetenas que conseguem sair da mesmice e se destacar com a originalidade e pura habilidade atmosférica dos diretores italianos. É, pode ver que eu sou um dos que adoram giallo, hehe…

    Quanto ao Profondo Rosso, não foram só os assassinatos que me chamaram a atenção, mas em cada segundo de filme eu fiquei deslumbrado com a câmera do Argento. A trama é vazia? sim, mas quem disse que a forma não pode superar o conteúdo? Eu não me importei nadinha com roteiro, mas o Argento filma bem pra caralho e pra mim, isso já basta! 🙂

    Mas é apenas minha opinião…

    • 05/03/2010 às 12:46

      O Herax foi mais rápido… hehe

    • 05/03/2010 às 14:04

      Caríssmos Herax e Perrone, eu sabia que estava mexendo em casa de maribondos ao apontar as falhas desse filme, hehehe, mas é bom trocar algumas impressões sobre isso aqui. Em primeiro ligar, se, como o Perrone mesmo reconhece a trama é fraca, e se isso de fato for a tônica dos giallos, então devo me retirar e ficar nos Spaghetti mesmos, rs. Agora só não consigo imaginar que sendo um filme de gênero ele não pode ser tããão preso à fórmulas como diz o Perrone. Acho que fica preso sim, o que achas, Herax? É quase como fazer filmes de zumbi, não há muito pra onde correr. Mas o ponto em questão nem é esse. Já vi ótimos filmes que se sustentam por imagens sim, embora tenham tramas e enredos risíveis. Acho que o problema básico em Profondo Rosso é o ritmo lento mesmo. Talvez aja um excesso de rigor que não compatibiliza com o tema, como eu disse na resenha, justamente por serem belas imagens a serviço do nada. Dizendo em outras palavras: se esse filme fosse menor, melhor editado, mais ágil, eu TENHO CERTEZA que seria melhor. Seja como for, gostaria que voces dessem sua opinião, a pergunta pode soar meio simplista, mas queria saber ainda assim, quem é o melhor da Santíssima Trindade do Horror italiano? Será que pelo menos nisso, pondo ARGENTO em terceiro, eu não estaria certo? Uma última pergunta: Esse é mesmo o melhor filme do Argento? Tomara que não, heim, senão ele está acabado pra mim, heheh. Valeu pela participação amigos. A opinião de voces enobrece esse pardieiro aqui.

  3. 05/03/2010 às 14:55

    Em tempo, meus camaradas: Agradeço quem contribuir com 3 sugestões de Giallos clássicos e básicos para o maior enbasamento desse que vos fala. Ainda sou absolutamente leigo no assunto. Não me prendo a gêneros, como voces já devem ter percebido. Para mim o cinema antes de tudo é ritmo e fluência. E acredito piamente que existam Giallos que se enquadrem nessa exigência. Preciso conhecer melhor esse gênero nem que seja para falar mal com maior conhecimento de causa, hehe (brincadeira).

    • 05/03/2010 às 15:21

      Fidani, pelo que vi é questão de gosto mesmo. Pra mim, o ritmo lento dirigido por um cara do calibre do Argento vale bem mais do que muitos filmes mais ritmados. E ao meu ver, esse filmes conseguem sim se diversificar bastante nas estórias e nas atmosferas, mesmo trabalhando com os mesmos elementos. Claro que nenhum roteirista de giallo vai ganhar um oscar, não é essa a intenção, mas o que sobra é suficiente pra me ganhar, independente da agilidade da trama.

      Da trindade do horror italiano, eu nunca consigo definir as posições… adoro os três, mas atualmente o Argento fica no topo da lista! hehe E sim, na minha opinião, Profondo Rosso é o melhor Argento… hehe

      Três giallos que eu acho interessantes pra se conhecer melhor o gênero é La Ragazza che Sapeva Troppo (que eu comentei recentemente no meu blog e é um dos filmes mais influentes do gênero), Torso (do Sergio Martino) e O Pássaro das Plumas de cristal (o primeiro filme do Argento)… mas existem muitos outros excelentes, de caras como Massimo Dallamano, Umberto Lenzi, Lucio Fulci também…

  4. 05/03/2010 às 15:10

    Concordo com o Herax e o Perrone e discordo em tudo que você falou. A trama não é fraca é apenas simples, e a narrativa é apenas mais cadenciada. Interessante você gostar de Western All’Italiana que possuem um modo mais barroco de narração e criticar ao extremo a cadencia de Profondo Rosso. Acho que tudo pode ser bem equilibrado, e Argento consegue com eficácia em uma trama simples, equilibrar essas caracteriscas, além de surpreender com boas cenas de suspense e lindas mortes. O termo Giallo na Itália é utilizado para todo tipo de thriller, os outros paises que caraterizam filmes de assassinato em série e luvas pretas como unico tipo de Giallo. Como o Perrone falou, mesmo tendo essas caracteriscas existem muitos filmes que segue a formula e surpreende. O cinema popular italiano esgotou praticamente todos os generos em seu ciclo, e como sabemos sempre existem obras acima da média. Argento teve uma fase de ouro, junto com Profondo Rosso existe o excelente Tenebre, alé da trilogia dos animais. Mas se você não curtio esse filme, talvez não goste dos outros.

  5. 05/03/2010 às 16:11

    Otavius… Pessoal… “Non se sevicia un paperino” pode ser considerado um Giallo, então? Eis aqui uma obra-prima, sob diversos aspectos. Para voces verem que o meu problema não é com o gênero em si. Aliás, estou providenciando com urgência a dica do Perrone (La Ragazza che Sapeva Troppo). Aposto que não vou me decepcionar. Outra coisa, Otavius, os Western All’Italiana são dos gêneros mais propensos a terem narrativas ágeis e aventurescas. É justamente o potencial barroco, melodramático e operístico que o tornam tão sedutores e espetaculares. Lógico que se pode gostar bastante de Spaghetti e nem tanto dos Giallos. Seja como for, repito, ainda estou longe de desistir dos Giallos, afinal mal comecei. E ainda tenho a impressão de que posso gostar muito mais de outros episódios que não esse em questão. Cada filme é um filme, só por que não gostei desse que sou um caso perdido, né, rs. Pô, mas é legal que Profondo Rosso tenha levantado tanto poeira. Apesar de ter sido massacrado por voces aqui, fico satisfeito por ter iniciado a questão. Mas uma coisa voces vão ter que admitir e fazer um mea-culpa. Só enxergaram coisa boa nesse filme, até parece o melhor filme de todos os tempos, fiquei até com medo, rsrs. Pelo menos eu exaltei as qualidades do filme, não só os ponto que considero falhos. Já vocês, pelo contrário, preferiram não enxergar possíveis falhas e imperfeições que ele contém. Fazer isso em relação às obras que amamos é um ótimo exercício crítico para nós mesmo. Aliás só o Perrone ameaçou qualquer coisa nesse sentido, rsrs. Mas tudo bem galera. Tou gostando do bafafá. Abraços.

    • 05/03/2010 às 16:16

      Yeah, “Non se sevicia un paperino” é um autêntico giallo!

      • 05/03/2010 às 16:26

        Então o elejo o melhor de todos até agora!

    • 05/03/2010 às 16:53

      Como Herax falou “Non se sevicia un paperino” é um autentico e ao mesmo tempo diferente Giallo, coisas do Fulci, como no “Lo squartatore di New York”. Os filmes que o Ronald citou são excelentes, acho Torso muito legal, é tipo um Keoma dos Gialli. Sergio Martino possui mais dois filmes muito bons como “La coda dello scorpione” e “Tutti i colori del buio”. Já que queres conhecer mais do genero conheça também a obra de Aldo Lado “La corta notte delle bambole di vetro” e “Chi l’ha vista morire?” e por ultimo de Umberto Lenzi, que também possui uns cinco filmes interessantes dentro do genero. Você citou que o Western All’Italiana é propenso a ter um clima mais ágil, mas os melhores filmes possuem uma narrativa mais lenta e mesmo uns mais cadenciados conseguem ser bem aventurescos, e o fim do genero com o advento da comédia que possui uma narrativa mais frenetica. Também gosto dessas discurssões, e o fato de termos discordado de você é que Profonfo Rosso é uma das melhores obras do genero, e o fato de não achar problemas e porque gostamos do filmes como ele é, e os problemas citados por você não chegam a mim como falhas. São visões e idéias diferentes, como falar mau de filmes como Era Uma Vez no Oeste e Três Homens em Conflito? Mas existem pessoas que não gostam e também acham falhas e problemas, eu acho dois filmes perfeitos!!!

      • 05/03/2010 às 17:48

        Sim, de fato, em questão de ritmo Era uma vez no Oeste é devagar quase parando. Pode-se levar dois minutos para se acender um cigarro, hehe. Mas o curioso é que nunca senti essa lentidão, muito pelo contrário, até acho o filme curto! Vá entender isso. Acho que se explica pelo seguinte ponto, sem querer aprofundar a questão (sendo o mais importante deles que Leone é muito mais diretor que Argento, mas deixa pra lá), se explica, como eu ia dizendo, que o imaginário dos westerns para mim é mil vezes mais atraente e sedutor do que outros tipos de filme. Porém, no fim das contas, como alguém já disse aqui, tudo é uma questão de gosto mesmo.

  6. 05/03/2010 às 16:13

    Meus amigos Ronald e Otávio já falaram tudo, mesmo assim vamos lá: “Prelúdio Para Matar”, como todos sabem, é uma homenagem ao “Blow Up” do Antonioni. Ambos trabalham, entre outras coisas, a questão da busca pela imagem dentro da imagem. Não consigo imaginar algo mais cinemático do que isso. E a lentidão no filme do Argento, como bem disse o Otávio, é a mesma de vários spaghetti-westerns, como por exemplo a obra-prima “Era Uma Vez no Oeste” (estamos falando aqui de cinema barroco). Em relação ao roteiro, ou as supostas limitações que um sub-gênero pode ter, não me importam. Acredito que grandes filmes possam ser feitos mesmo que limitados a convenções ou com roteiros pouco lógicos. Me interessa mais captar o intuito do diretor e o seu olhar sobre o universo que escolheu retratar (e o universo do Argento é o do cinema!). Na minha opinião em “Prelúdio Para Matar” temos o melhor do Argento, tanto tecnicamente quanto artisticamente. Mesmo assim, pra quem não gostou, como você Demofilo, recomendo ver Suspiria, que é bem diferente e não é um giallo. Para concluir, acho Bava o maioral do horror e do cinema fantástico italiano. Argento e Fulci vem empatados em segundo lugar. Michele Soavi vem em terceiro. Ah, procure ver “Torso”, do Sergio Martino, é uma espécie de filme-síntese do giallo.

  7. 05/03/2010 às 16:25

    Hehe, essa foi boa, Herax, gostei do empate técnico entre Fulci e Argento em segundo. Falando do poder da imagem pela imagem, criticam muito o Fulci por isso, sobretudo o “The Beyond”, que dizem ser uma colagem gratuita de imagens “espetaculosas e apelativas”, mas que eu considero o máximo. Ali ele simplesmente quis criar o horror puro e simples. Então repito, tou contigo, Herax, no cinema imagem vale mais do que tudo. Alias, era justamente esse Suspiria que eu tou em mente pra ver em breve. Voce foi o único que lembrou dele aqui.

  8. 05/03/2010 às 16:28

    Aaaahhhh, sobre não enxergar defeitos no “Prelúdio Para Matar”, o cinema é a minha religião (como já dizia o Mojica), e esse filme do Argento, que é um dos sacerdotes da igreja que eu frequento, eu assisto de joelhos. Encontrar defeitos nele é uma heresia digna de ser condenado a fogueira pela Santa Inquisição do Cinema Barroco Italiano 🙂

  9. 05/03/2010 às 16:34

    Ooh, o.k., religião é uma coisa com a qual não se brinca. Sei como é. Até te imagino de homem-bomba, defendendo a causa, rsrs. Então não faça isso, amigo, não deponha contra seus princípos, pois dependo da sua integridade física para estar aqui nos nossos próximos debates!!!

  10. 05/03/2010 às 17:12

    Poxa, cheguei atrasado no debate! Porra “Profondo Rosso” acho espetacular, mas é o meu segundo Dario Argento favorito, o primeiro é o “Suspiria”, e o terceiro é o cabuloso “Phenomena”. Quanto as falhas apontadas no filme supracitado: ritmo lento, roteiro frouxo, isto é até comum nas obras de Dario. E antes que o pessoal me apedreje: roteiros rasteiros são um mal comum no cinema italiano, seja de horror ou giallo, na década de 60/70, e não se pode fechar os olhos para isso. Mas adoro Argento, assim como bava e Fulci, mas seria injusto criticar Dario, sem pelo menos dizer que os outros dois (Bava e Fulci) também tem problemas em seus filmes, ninguém é infalível! Quanto aos gialli (plural de giallo, no italiano original) é um universo aparentemente e ilusoriamente limitado, pois a uma diversidade bem interessante e fascinante! Como os já citados “Torso” do Martino e “Non si sevicia un Paperino” do fulci, mas temos outros bons exemplares como: “La Notte Che Evelyn Uscì Della Tomba” de Emilio Miraglia (que mistura a fórmula tradicional do giallo um clima de terror gótico e tons sádicos!), o “Banho de Sangue” do Bava (que serviu de matriz para a série “Sexta-feira 13”), “O Ventre Negro da Tarântula” de Paolo Cavara (um dos meus prediletos), e por aí vaí…bom, por enquanto é isso…

    • 05/03/2010 às 18:01

      Oi, Blob, me interessei por La Notte Che Evelyn Uscì Della Tomba. Vocês são mesmo uma enciclopedia ambulante a respeito do assunto. E voltando ao tema. Era isso que tou tentando dizer e voce disse: roteiros fracos, ruins até, nesse tipo de filme, tornam-se um problemas quando a coisa é muito esticada, foi isso que senti. Até onde eu sei não é comum esse tipo de filme ter 130 min a exemplo de Profondo Rosso. Sabemos que 15 ou 20 min a mais podem comprometer seriamente o andamento e a fluencia de qualquer filme se o roteiro não for consistente. E também não se pode levar as coisas muito a sério nesses tipos de filme. Antonioni nunca daria certo dirigindo Gialli, não é mesmo? Sinto que Argento é meio pretencioso querendo dar densidade onde não devia. Por isso prefiro o Fulci. Cineasta mais espontâneo, nervoso e escrachado (e genial) mesmo (ainda que extremamente rigoroso na composição cênica).

  11. 05/03/2010 às 17:21

    Sobre os roteiros serem fracos, concordo que é um mal do cinema popular italiano, mas existe um porque os caras trabalham exaustivamente. Tem diretor que fazia mais de cinco filmes por ano, o mesmo ator fazia três filmes ao mesmo tempo, o que os italianos do cinema popular queriam era encher o mercado com sua obras, alguns não se importando com nada, existe ate o caso de um roteiro ser vendido para dois diretores.

    • 05/03/2010 às 18:02

      Um roteiro ser vendido pra dois diretores, ahahahaha, essa é boa!

      • 05/03/2010 às 18:22

        Aconteceu com um spaghetti, o Cesare Canevari rodou Matalo sem saber que o mesmo roteiro já tinha sido usado em Dio non paga il sabato. Aliás, são dois spaghettis insanos!

  12. 05/03/2010 às 22:43

    “Mata-lo” é um spaghetti muito loko! Surreal, com estética que se aproxima, ao meu ver, dos hippies! Canevari devia tomar ácido naqueles dias! Quanto ao “Dio Non Paga il Sabato” esse eu tenho que ver…

  13. 06/03/2010 às 01:54

    MATALO é uma “bad trip” deliciosa. Minha cabeça não foi a mesma desde que eu o assisti. 😛

  14. 06/03/2010 às 11:56

    Herax chama MATALO de Spaghetti “Insano”! Gostei dessa alcunha. Só não consigo imaginar o que seja esse filme, mas do jeito que andam falando aqui acredito que deva ser obrigatório, não? Devo vê-lo esse final de semana.

  15. Victor Ramos
    29/04/2011 às 20:04

    Uma crítica quase completamente equivocada.
    Prelúdio para Matar é uma aula sobre cinema, um filme onde a morte é tratada como uma poesia negra oriunda das influências de Lond Byron. A relação entre filme e público é incrível (uma hora os personagens brincam para uma melhor familiarização, e na outra a seriedade entra e põe em risco os amáveis envolvidos na trama). Um roteiro minusiosamente trabalhado e uma direção impecável contribuem no prestígio que Profondo Rosso tem. Obra-prima.

    Ps: Vale ressaltar a trilha sonora como a coisa mais memorável da obra.

    • Victor Ramos
      29/04/2011 às 20:11

      O suspense é trabalhado em certas partes (como a parte da mansão) pelo conteúdo visual, pela fotografia, pela atmosfera pessimista, pelo desconhecido… É isto o que principalmente define Prelúdio para Matar como um suspense nada convencional.

      Ps2: O ”feijão com arroz” nem sempre funciona, e aqui ele n se fez necessário.

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