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Archive for abril \19\UTC 2010

Musas do Blog

Um pouco de luz sobre Blog! Para ser musa do Olhar Gratuito não basta um rostinho bonito. Tem que ter talento também. Abaixo algumas delas e a citação do filme pelo qual a musa foi imediata e definitivamente eleita.

MUSAS DO OLHAR GRATUITO –  PARTE I

Basta ver Quanto Mais Quente Melhor. O resto é história. A musa nº 1.

É quando ela franze o cenho, minha gente! E sorri! Eleita por o "O talentoso Ripley".

Essa só precisava ter feito Camile Claudel e Rainha Margot e depois se aposentar!

Essa me recuso a comentar! Mas se tornou musa do Blog por "Match point".

Outro dia tem a Segunda e Última parte desse Fundamental, vital e supremo assunto.

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A Morte Não Manda Recado

A princípio somos levados a acreditar que estamos diante de uma variação muito fiel do genêro Western Spaghetti, o qual, como se sabe, teve uma renovadora e decisiva influência sobre o cinema vigoroso do notável Sam Peckinpah. Pois lá estão a paisagem árida do deserto, a tempestade de areia, um homem cruel e traiçoeiramente abadonado nessa paisagem hostil por 2 de seus companheiros. E a vingança (mote de 9 entre 10 Westerns Spaghetti) contra esse ato covarde será o gancho central que norteará a narrativa.

Porém, a ilusão logo se dissipa. E nos detalhes – em tal e qual encenação, em diálogos equivocados, pueris – é que, no conjunto, o filme se perde. E quando se pretende comédia, ou comédia romântica, então a coisa desanda de vez. Fica-se a se perguntar: como o grande Sam peckinpah se prestou a isso? Certamente foi engolido pela falta de identidade de um filme que mais do que ingênuo no tom e na atmosfera, torna-se no seu desenrolar simplório e boboca. Em suma, “A morte não manda recado” (The ballad of Cable Houge, EUA, 1970) pertence àquela categoria de filmes que, vindo de onde vem (isto é, de um grande diretor), são tão ruins que chegam a constranger quem assite. Àquela categoria de filmes que conseguem nos surpreender com incongruências as mais disparatadas possíveis, seja num diálogo ou cena capital, seja no destino dado a determinado personagem. Um filme que gradativamente vai se tornando pior que os minutos precedentes. O que pode tanto surpreender quanto irritar.

Entretanto é um filme a que se assiste! Aqui e ali desde o começo, e apesar de tudo, percebe-se certa ingenuidade e pureza na caracterização dos personagens, certa moralidade utópica, que de alguma forma seduzem. Possui um quê nostálgico de Sessão da Tarde juvenil perdida no tempo. Há a poesia e a beleza do deserto.  Há a poesia e a ilusão do amor puro e romântico entre o explorador vagabundo e a bela prostituta. Há o sonho de uma vida melhor para os combalidos personagens. Há a remissão e a boa ação na hora do esperado acerto de contas no epílogo. Todavia, é no ordenamento e orquestração desses elementos como narrativa que a construção se mostra equivocada, frouxa, absurdamente inverossímil e inacreditavelmente sem graça, apesar de certa intenção nesse sentido. Vale como curiosidade. Para constatar como um roteiro cinematográfico e seus respectivos diálogos podem ser tão ruins.

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