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Archive for setembro \01\UTC 2010

Trono Manchado de Sangue

Que filme maravilhoso! Não encontro outra maneira, senão essa genérica e clichê, para comentar algo sobre ele. Em cada fotograma cintila a maestria artística desse que incontestavelmente é dos 5 ou 6 melhores cineastas de Todos os Tempos. A obra, visualmente, é um impressionante conjunto de enquadramentos perfeitos: salta aos olhos o arranjo dos elementos e a simetria; a utilização do espaço cênico e a direção de atores poucas vezes se valeram de forma tão harmônica do aspecto teatral e do puramente cinematográfico (e eu sempre disse pra mim que o cinesta que conseguisse isso seria um Deus): da solidão de uma trama macabra urdida na calada da noite, em diálogos tensos e assustadores, para os magistrais movimentos de câmera que fazem o filme andar, ter vida, viço, dinâmica.

O fantasma profetizando o destino de nossos heróis: semeando a discórdia.

Tudo permeado por um clima tenso, em meio a uma atmosfera desoladora e algo solene, de batalhas iminentes, de sinistras brumas e ventos uivantes. A ambição, a morte, o desepero e a traição pairam sobre “Trono Manchado de sangue”.

Em cada fotograma: equilíbrio e beleza que seduzem os sentidos.

Em suma, um filme transbordante! De encher os olhos. De seduzir os sentidos. A mais sedutora e irresistível parceria entre dois gênios: Shakespeare e Kurosawa.

Impressionante e inesquecível epílogo: aqui se faz; aqui se paga.

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